se ame

a news desse mês fala de um assunto bem presente nas minhas redes sociais: “como podemos aprender a aceitar e amar o nosso próprio corpo?”

somos bombardeadas o tempo inteiro com fotos de pessoas “perfeitas”, saradas e magras nos instagrams da vida, nas propagandas ou nas revistas [especialmente nas de moda e saúde]. algumas chegam até a dar receitas de “como ter uma barriga chapada em 7 dias” ou outras baboseiras milagrosas.

a verdade é que engolimos essas coisas absurdas como verdades absolutas e não paramos pra refletir sobre o quanto do que vemos é editado, manipulado e photoshopado. comparamos com a nossa realidade e, [claro!] nos frustramos. pra completar, a gente se martiriza e se condena por não ter a tal "barriga negativa" ou não ter o corpo da sabrina sato. helloooooo!! tá muito errado isso, gente!

a primeira coisa que podemos fazer [e não tô dizendo que é fácil] é tentar identificar o quanto dessa “nóia” de ser magra ou fitness vem da nossa necessidade de estar saudável e o quanto disso vem por imposição da sociedade.

no documentário embrace [recomendo fortemente que assista], taryn brumfitt conta sobre modelos que comiam algodão com gatorade pra “encher” o estômago e não sentir fome. sim, muitas vezes [não estou dizendo todas] esse é o preço da magreza.

a gente tem que lembrar que ser magra não é motivo de elogio! magra não é igual à bela e, muitas vezes, também, não é sinônimo de saúde.

o mundo da moda impõe muitas “regras”, mas quem disse que a gente tem que aceitar? a roupa é que tem que caber na gente e não a gente que tem que se maltratar pra caber na roupa. lets abandonar o preconceito de vestir numerações maiores: muitas vezes é necessário, sim, comprar um ou dois números acima pra ter o caimento perfeito no quadril e fazer um ajustezinho na cintura, e daí?

que tal se a gente começar a relacionar as atividades físicas mais à saúde ou ao prazer, do que a percentual x ou y de gordura, igual à fulana ou à beltrana? que tal se a gente passar a nutrir o nosso corpo e comemorar tudo que ele faz por nós?

pode parecer difícil de aplicar, mas com esforço e boa vontade a gente consegue, um passinho de formiguinha de cada vez.

podemos começar com pequenos exercícios no nosso dia a dia, que eu ensino às minhas clientes de coaching de estilo e autoestima: _ tirar o foco do que não curte tanto; _ aceitar o que não podemos mudar; _valorizar aquilo que temos de melhor e o mais legal: esse exercício só depende de nós mesmas, é baseado em autoconhecimento e auto-observação. ajuda a gente a tirar o foco das referências externas e trazer o olhar pro que a gente curte. assim, a aceitação começa a acontecer na nossa vida, independemente das fotos de mulheres que a gente vê nas redes ou de quem a gente convive na vida real. amy cuddy, pesquisadora e professora de harvard, também ensina um truque bem bacana que chama “fake til you make it”, que traduzindo é: finja até virar verdade. no começo pode parecer até embaraçoso, mas garanto que funciona [foi assim que eu fiz as pazes com o espelho, juro!]: olhe pra si mesma, todos os dias, e diga em alto e bom tom: eu me amo e me aceito como eu sou. nossa mente inconsciente não faz distinção do que é mentira ou verdade. podemos impregná-la com essas afirmações, até que, um dia, nossas palavras se tornarão verdade! eu me amo e me aceito como eu sou. lets?

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